O Programa de Engenharia Biomédica

O Programa de Engenharia Biomédica da COPPE/UFRJ foi o primeiro lugar do pais a oferecer formação em Engenharia Biomédica (veja revista dos 40 anos do PEB). Com cursos de Mestrado e Doutorado sempre foi muito bem avaliado pela CAPES como um dos melhores cursos de pós graduação em Engenharia Biomédica do pais. Os seus 6 (seis) laboratórios, cujos nomes se confundem com as áreas de pesquisa a qual se dedicam (veja prospecto), oferecem uma formação sólida para a pesquisa e também para o mercado de trabalho. Apesar de não ter cursos de graduação próprios atua continuamente em diferentes cursos de graduação em engenharia, ciências exatas e de saúde, sendo o único curso de pós graduação em Engenharia Biomédica a aceitar egressos destas duas áreas. Isto permite a troca de experiências entre os dois mundos que a Engenharia Biomédica se predispõe a unir.

Uma Breve História

Em 1970, a partir de um laboratório aplicado de instrumentação eletrônica em medicina, foi criado o Programa de Engenharia Biomédica (PEB) na COPPE/UFRJ. Embora a área fosse então desconhecida, o início de suas atividades de pós-graduação atraiu graduados em engenharia e ciências exatas e nas áreas de ciências biológicas e da saúde.

Nestes 40 anos de existência, o PEB formou mais de 364 mestres e 85 doutores em ciências. Em 2011 o PEB contava com um quadro de 16 docentes (pesquisadores efetivos), 7 funcionários técnicos e administrativos.

A Qualidade do Curso

Nota7O curso de mestrado é credenciado pelo Conselho Federal de Educação desde 1981, tendo sempre obtido conceito "A" nas avaliações CAPES/Ministério da Educação, efetuadas até 1997. O curso de doutorado, credenciado junto ao Ministério da Educação em 1995, contou também com conceito "A" nas avaliações CAPES (1996 e 1997). Com a nova sistemática CAPES (1998) de avaliação dos cursos de pós-graduação de mestrado e doutorado, o PEB/COPPE obteve inicialmente conceito 6 (em escala de 1 a 7) e, a partir de 2007 tornou-se o único curso de Engenharia Biomédica do país com conceito 7.

Graduação

Com relação à graduação, docentes do PEB têm ministrado regularmente disciplinas nos cursos de Engenharia Elétrica e Eletrônica e Computação da UFRJ, colaborando com estes respectivos Departamentos. A partir de 2001, o PEB passou a ministrar disciplinas no curso de Graduação em Física Médica, atuando na coordenação do curso e na oferta de disciplinas. O PEB também vem atuando no curso de graduação do Departamento de Engenharia Mecânica da EE/UFRJ, ênfase em Engenharia Acústica e Controle e Automação, para quem oferece uma disciplina de Engenharia Biomédica (COB502) aberta a todos os cursos de Engenharia da POLI/UFRJ.

Atuação e Cooperações Nacionais

No país, o PEB tem atuado em atividades de assessoria (Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA e INMETRO) e cooperação científica com diversos departamentos da UFRJ, FIOCRUZ, Faculdade de Farmácia e Instituto de Física da UFF, Divisão de Hipertensão do Instituto Nacional de Cardiologia, Instituto Nacional de Câncer INCA-MS, Hospital São Vicente de Paulo, Disciplina de Informática Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ e Departamento de Engenharia Biomédica da UFSJ. Salienta-se ainda a atuação de docentes do Programa na direção da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica e como editores associados da Revista Brasileira de Engenharia Biomédica.

Inserção Internacional

O Programa tem desenvolvido uma vigorosa inserção internacional, por meio de acordos de cooperação científica com o Departamento de Física Médica da Universidade de Leicester, Reino Unido e Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal do King’s College Hospital da Universidade de Londres, Departamento de Anestesia da Universidade de Dresden, Alemanha e do Massachussets General Hospital, EUA, Projeto ALFA-CEE, Projeto de investigação Consorciado (CYTED - SUCODIC) participação de professores visitantes, estágios de professores e alunos. Além disso, desde de 1992, docentes do PEB tem participado de comitês de associações científicas internacionais, tais como do Conselho Administrativo e da Divisão de Avaliação de Tecnologia em Saúde da International Federation on Medical and Biological Engineering (IFMBE), do Conselho Administrativo da International Union for Physical and Engineering Sciences in Medicine (IUPESM) e da direção do Conselho Regional para América Latina de Engenharia Biomédica (CORAL). Outro aspecto relevante é a participação de um docente do PEB como editor associado da IEEE – Transaction on Medical and Biological Engineering e da Medical Engineering and Physics.