O Programa de Engenharia Biomédica

O Programa de Engenharia Biomédica da COPPE/UFRJ foi o primeiro lugar do pais a oferecer formação em Engenharia Biomédica (veja revista dos 40 anos do PEB). Com cursos de Mestrado e Doutorado sempre foi muito bem avaliado pela CAPES como um dos melhores cursos de pós graduação em Engenharia Biomédica do pais. Os seus 6 (seis) laboratórios, cujos nomes se confundem com as áreas de pesquisa a qual se dedicam (veja prospecto), oferecem uma formação sólida para a pesquisa e também para o mercado de trabalho. Apesar de não ter cursos de graduação próprios atua continuamente em diferentes cursos de graduação em engenharia, ciências exatas e de saúde, sendo o único curso de pós graduação em Engenharia Biomédica a aceitar egressos destas duas áreas. Isto permite a troca de experiências entre os dois mundos que a Engenharia Biomédica se predispõe a unir.

Em 2017, o PEB conta com um quadro de 17 docentes plenos, 1 professor colaborador, 6 pós-docs e 5 funcionários técnicos e administrativos.

Uma Breve História

A criação do Programa de Engenharia Biomédica da COPPE/UFRJ (PEB/COPPE), em 1970, corresponde ao início da formação acadêmica e pesquisa na área de Engenharia Biomédica no Brasil. Desde então, profissionais graduados em Ciências Exatas e da Saúde de vários estados do país e também de outros países, em particular da América Latina, têm escolhido cursar a pós-graduação no PEB/COPPE.

Passados 46 anos, a maioria dos grupos de ensino e pesquisa em Engenharia Biomédica existentes no Brasil conta com a participação de docentes e pesquisadores egressos do PEB/COPPE, que formou 456 mestres e 125 doutores até dezembro de 2016. Além disso, um número significativo dos atuais alunos de doutorado é composto de docentes e pesquisadores de outras instituições de ensino e pesquisa.

A Qualidade do Curso

O curso de mestrado é credenciado pelo Conselho Federal de Educação desde 1981, tendo sempre obtido conceito "A" nas avaliações CAPES/Ministério da Educação, efetuadas até 1997. O curso de doutorado, credenciado junto ao Ministério da Educação em 1995, contou também com conceito "A" nas avaliações CAPES (1996 e 1997). Com a nova sistemática CAPES (1998) de avaliação dos cursos de pós-graduação de mestrado e doutorado, o PEB/COPPE esteve, desde então, entre os programas de excelência da CAPES, sendo o único curso de Engenharia Biomédica do país nesta condição..

Graduação

Com relação à graduação, docentes do PEB têm ministrado regularmente disciplinas nos cursos de Engenharia Elétrica e Eletrônica e Computação da UFRJ, colaborando com estes respectivos Departamentos. A partir de 2001, o PEB passou a ministrar disciplinas no curso de Graduação em Física Médica, atuando na coordenação do curso e na oferta de disciplinas. O PEB também vem atuando no curso de graduação do Departamento de Engenharia Mecânica da EE/UFRJ, ênfase em Engenharia Acústica e Controle e Automação, para quem oferece uma disciplina de Engenharia Biomédica (COB502) aberta a todos os cursos de Engenharia da POLI/UFRJ.

Atuação e Cooperações Nacionais

No país, o PEB tem atuado em atividades de assessoria (Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA e INMETRO) e cooperação científica com diversos departamentos da UFRJ, FIOCRUZ, Faculdade de Farmácia e Instituto de Física da UFF, Divisão de Hipertensão do Instituto Nacional de Cardiologia, Instituto Nacional de Câncer INCA-MS, Hospital São Vicente de Paulo, Disciplina de Informática Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ e Departamento de Engenharia Biomédica da UFSJ. Salienta-se ainda a atuação de docentes do Programa na direção da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica e como editores associados da Revista Brasileira de Engenharia Biomédica.

Inserção Internacional

A inserção internacional do PEB/COPPE é evidenciada pelo número expressivo de acordos de cooperação científica com movimentação bilateral de professores e alunos. Nos últimos quatro anos houve interação com 15 instituições internacionais (nove da União Européia, quatro da América do Norte, Equador e Uruguai) e participação em três redes multicêntricas envolvendo países da Europa e da América-Latina. Além disso, docentes do Programa participam ou presidem comitês de associações científicas internacionais, tais como: Conselho Administrativo da International Union for Physical and Engineering Sciences in Medicine, IUPESM; Conselho de Avaliação de Tecnologias em Saúde da International Federation for Medical and Biological Engineering – IFMBE; Comitê de Engenharia Biomecânica da International Federation for the Promotion of Mechanism and Machine Science – IFTOMM. É também relevante a participação de docentes do PEB/COPPE como editores associados em cinco periódicos internacionais indexados (IEEE Transactions on Biomedical Engineering; Medical & Biological Engineering & Computing; Medical Engineering and Physics; Biomedical Signal Processing and Control,Frontiers in Physiology) e quatro periódicos nacionais (Research in Biomedical Engineering, Revista Brasileira de Neurologia, Learning and Nonlinear Models, Boletim Brasileiro Avaliação de Tecnologia - BRATS).